O mesmo
Passa por mim um senhor. Reconheço-o. Foi meu doente, cuidei dele há coisa de um ano e meio, tinha mais vinte quilos, agora ele compra sushi para o almoço e há uns tempos era eu quem lhe pedia para inspirar pelo nariz, expirar com os lábios semi-cerrados. Está a andar, sozinho. Senta-se numa das mesas com o tabuleiro na mão. Volta atrás ao balcão do restaurante e pede que a empregada lhe abra a garrafa de água que não consegue abrir só com uma mão. É mesmo ele.